1 de julho de 2013

Bolhão, um mercado em extinção


No mercado do bolhão, no Porto, o comércio já viu melhores dias.
Os comerciantes estão descontentes com a falta de apoio por parte da Câmara Municipal.

#Sérgio Ricardo Brito

2 de abril de 2013

Porto de magia




A escolha de um brinquedo não é tarefa simples, varia conforme a idade e orçamento.
No Porto existe uma loja que torna essa escolha mágica.


Reportagem:

Diana Sanches e Sérgio Brito

1 de abril de 2013

Call-Center, ligações universitárias


Os Centro de Atendimento Telefónico, Call-Center, são o novo emprego de recém-licenciados e de trabalhadores estudantes.
Fomos conhecer um pouco desta realidade junto de um destes centros de atendimento na zona norte, cujo e localização exacta não podemos revelar a pedido da respectiva empresa.


Uma reportagem: Sérgio Brito e Diana Sanches


3 de janeiro de 2013

O cancro na 1ª pessoa

O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele), e corresponde à segunda causa de morte por cancro, na mulher.
Em Portugal, anualmente são detectados cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença.

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.

Ana Paula Oliveira, tem hoje 40 anos, e considera-se uma “vencedora” neste que foi o um combate com sucesso contra o cancro da mama.

Ana Paula, como descobriu que tinha cancro?
«Eu sabia , por ter ouvido dizer, que as mulheres enquanto tomam banho devem fazer palpação às mamas e então um dia estava a tomar banho, fiz a palpação e vi algo diferente na mama direita, mas como estava próxima da menstruação não me preocupei pois podia ser alteração hormonal. Dois dias depois senti que ainda estava lá aquele "papinho" e não achei normal, comentei com uma amiga esta situação que me aconselhou a ir um médico e assim o fiz. No dia seguinte fui a um médico particular falei com ele, e pedi uma ecógrafia mamária para ver o que era e como tenho uma amiga que trabalha no porto numa clínica, ela arranjou-me a ecografia logo na sexta-feira. Um dia depois, o médico que estava a fazer a ecógrafia viu que não era um quisto mas sim um nódulo e aconselhou-me a fazer mais testes, uma biópsia para ver se era maligno ou benigno. Fiz o exame e aguardei o resultado, foram onze dias de ansiedade, não comentei com ninguém pois podia ser falso alarme, e recebi o exame com a notícia de que era maligno»

Após saber o resultado que providências tomou?
«Após saber o resultado não descansei, graças a Deus tinha possibilidades de ir a um médico particular e acelerar todo o processo, tenho pena que nem toda a gente o possa fazer mas infelizmente há aspetos que a medicina em Portugal deve melhorar. Consegui consulta no mesmo dia que soube o resultado da biópsia, o médico explicou-me detalhadamente o que eu tinha e no fundo vim uma pessoa muito mais calma, estava com muita ansiedade, nervosismo,medo, porque de tanto ouvir dizer do cancro a minha cabeça ficou um turbilhão de ideias e sem saber o que fazer, mas falando com o Doutor Vítor Veloso que é um grande médico, voltei pra casa mais calma, descansada e acima de tudo esclarecida. Ele alertou-me e disse que só operando é que ia saber a dimensão do tumor, podia estar só num canto, como se podia já ter alastrado por toda a zona mamária, eu queria era ficar bem e disse ao doutor para ir em frente, desde que fosse para eu ficar bem. Dois dias depois fui logo operada, nunca me deixei ir abaixo, talvez porque nem tive muito tempo para pensar e reflectir sobre o que me estava a acontecer. A operação correu muito bem, removi a mama direita. Durante a operação retiraram um pouco da mama e também da axila, para analise para ver em que ponto estava o cancro, saber se o cancro alastrou e comunicaram-me quando comecei a fazer os curativos. Entretanto o resultado chegou, estava tudo bem, o cancro não alastrou, mas mesmo assim o médico insistiu para que fizesse os tratamentos mais fortes e assim foi, comecei a quimioterapia de 15 em 15 dias, seis sessões e de seguida parti para a radioterapia. Foi muito doloroso, na quimioterapia comecei a perder cabelo»

Como lidou com essa situação?
«No primeiro tratamento já sabia que ia perder o cabelo todo e fui logo esclarecida nesse aspeto, mas cortei logo o cabelo bastante mais curto sem o rapar totalmente. Ao segundo tratamento bastava passar a mão pelo cabelo que ele saía “às mãos cheias”, a maior parte das mulheres costuma dizer que a parte da queda do cabelo é a que custa mais, mas eu sou sincera, não me custou nada, foi uma coisa que encarei de ânimo leve e não me causou qualquer tipo de obstáculo, posso dizer que a nível psicológico não andava bem pois a minha mãe pela mesma altura também descobriu que tinha cancro, mas no útero e tinha sido operada à pouco tempo, e toda aquela situação estava a mexer bastante comigo a nível emocional. No terceiro tratamento estava a ficar afetada não pelo tratamento em si mas por toda a situação que se estava a viver em minha casa, passei uma fase muito, mas muito complicada, era um mau-estar constante, eu pensava e penso, se é para um bem maior, pensando a longo prazo vale a pena, já passaram 6 anos, tinha 34 anos e tem estado tudo bem»

Fez mais algum tratamento para além desses?
«Após fazer a quimioterapia e a rádioterapia, a médica que me acompanhou durante o processo aconselhou-me a tomar todos os meses uma injeção para precaver algo que pudesse vir a aparecer mais tarde também nos meus ovários, como era e sou uma pessoa jovem a médica aconselhou-me e assim segui o conselho e fiz esse tratamento, durante dois anos tomei essa injeção o que fez com que deixa-se de ter menstruação pois essa injeção cria uma espécie de capa à volta dos ovários que impede te haver qualquer tipo de atividade “ovular” digamos assim, como consequência disso o meu organismo alterou e engordei 14 ou 15 kilos, era uma mulher magra e vi a minha forma física alterar drasticamente Mais tarde ainda decidi fazer a reconstrução da mama direita, mas infelizmente essa parte não correu muito bem, para além de estar alterada a nível de peso, vi o meu corpo a ter cada vez mais cicatrizes, ganhei uma infeção durante os 4 meses de tratamento da reconstrução que não correu bem e nem está acabado. Fiquei abalada a nível psicológico, transtornada e vi o meu aspeto físico cada vez mais diferente, psicologicamente sou diferente hoje em dia.»


O que significa estar diferente para si?
«Como mulher, pensando bem e aprofundando a situação que vivi sinto-me uma mulher insegura, é difícil admitir, mas sou insegura, em algumas fases da minha vida sentia que estava a perder valor, sinto que aos poucos a minha auto-estima esta a voltar, deixei de sair com as minhas amigas, saía sempre, deixei-me disso, adorava conviver e conhecer novas pessoas, hoje não sou assim, talvez porque me tenha esquecido um pouco da minha doença pois também tinha que dar apoio familiar e digamos que senti a “ressaca” da minha doença mais tarde, sinto que não vivi na hora certa o meu problema de saúde, como tinha outras prioridades a nível familiar, acho que não vivi o luto da minha doença, escondi o que sentia e não assumi certas coisas, que mais tarde me deixaram insegura e ao mesmo tempo abalada a nível psicológico.»

Quer deixar algum conselho q quem já passou ou está a passar por uma situação idêntica? 
«Sim, nunca desistam, viver vale sempre a pena, seja em que circunstância for. 
Eu própria descobri forças que não sabia que tinha e hoje estou aqui para contar a história.»

13 de dezembro de 2012

Muito mais que um corpo

João Pedro tem 23 anos e nasceu Ana Rita. 
Hoje é um transsexual feliz, “quase completo, mais forte ,e com mais força para viver”

João Pedro tem 23 anos, nasceu Ana Rita, mas sempre soube que estava no corpo errado.
“Aos 3 anos de idade, rezava a Jesus para no dia seguinte acordar e ter uma pilinha”.
Não conseguia verbalizar aquilo que sentia de forma nenhuma, e desde pequena que Ana Rita (agora João Pedro) se refugiava em orações e em desejos que nunca viu realizados “depositava a minha esperança em Jesus e no terço”. 
Ana Rita ia com a avó à missa e não queria ser uma menina, simplesmente por não se sentir como uma, era diferente de todas as outras e também as olhava com outros olhos. Mais tarde, já por volta dos 10 anos Ana Rita pensava “não era muito mais fácil ser lésbica simplesmente?” mas ela sabia que o que sentia e o que queria era muito mais do que simplesmente uma orientação sexual, era sentir-se um homem no corpo de uma mulher. 
Também por essa altura viu numa revista Filipa Gonçalves, a famosa modelo filha de um ex-jogador do Benfica, fora a primeira a assumir-se como transsexual e a ser respeitada por isso, Ana Rita viu então a esperança aumentar e inspirada nesta situação decidiu falar com a mãe “mãe é isto que quero fazer”. 

A principio a mãe ficou em choque mas sempre a apoiou. Começaram então as consultas, a psicóloga Ligia Fonseca que acompanhou todo este processo, imediatamente se apercebeu que estava diante de um caso de disforía de identidade de género “quando a Ana Rita entrou no consultório sabia bem o que queria e estava decidida a mudar por isso, psicologicamente era um rapaz”.

Hoje tem 23 anos e chama-se João Pedro, os tratamentos de mudança de sexo duram há 10 anos e faltam duas cirurgias para terminar o processo de mudança de sexo “O meu problema não era gostar de mulheres, o meu problema era ter um órgão genital feminino, não suportava sequer a ideia de uma mulher tocar-me enquanto eu tivesse corpo de mulher também” afirma João Pedro, que diz não se importar com o número de cirurgias a que for submetido desde que seja para ficar bem. “Uma coisa é o que nós somos, outra é o que nós gostamos” João Pedro sente-se hoje um homem, um homem feliz realizado, em parte graças ao apoio da família de todo o acompanhamento médico que teve no centro hospitalar de Coimbra e da força que dele próprio adveio.

O seu próximo passo é ter filhos, ser pai, “tenho muitos sonhos para viver e não é fácil pedir a uma rapariga para me compreender como eu quero ser compreendido”
João Pedro é hoje o exemplo de uma pessoa realizada e afirma “se me perguntarem se já fui mulher ? Não, nunca me senti como tal, já tive corpo de mulher, mas nós, somos muito mais que um corpo”.

Sérgio Ricardo Brito
Universidade Lusófona do Porto
Géneros Jornalísticos/2012

28 de novembro de 2012

Viagem

“Uma longa viagem começa com um único passo.” Lao-Tsé

A viagem é uma forma de conhecer culturas, vivenciar experiencias e trocar saberes. Vanessa Rodrigues fala-nos disso mesmo. Jornalista da TSF e do DN, Vanessa Rodrigues embarcou num projeto denominado “Spera Mundi” que visa unir as duas capitais europeias da cultura 2012 - Guimarães e Maribor. 


De viagem numa “Caravana artistica” com mais 30 pessoas pela Europa, Vanessa descreve tudo o aquilo que vê e conta-nos através do seu blog as estórias que vai vivênciando ao longo desta jornada.

A viagem começa. Partem 5 autocaravanas rumo a Maribor, durante 4 dias a comitiva, com artistas de Portugal, China, Macau, Hong Kong e Twain parte em ao encontro da cultura Eslóvena. 

Ao longo desta viagem Vanessa Rodrigues atualiza o blog “spera mundi” com a ajuda do fotografo e cenógrafo António Morais.
Na passada Quinta-feira esta Jornalista esteve presente na Universidade Lusófona do Porto para falar um pouco deste e de outros projetos.
“Para definir o meu oficio o adjetivo que mais me apraz é o de tradutor, tradutor não de uma língua mas de uma cultura noutra”, Vanessa Rodrigues faz dela as palavras de Kapuchinski um conhecido Jornalista e escritor que viajou por mais de 50 países. 


Durante esta palestra Vanessa Rodrigues teve oportunidade de nos contar episódios da sua vida enquanto Jornalista de viagem e corresponte da TSF e do Diário de Notícias em São Paulo, no Brasil. 

A reporter conta também que passou pela Amazónia, o grande pulmão do planeta, foi aqui que Vanessa Rodrigues teve oportunidade de viver, e de fazer algumas reportagens.
"Nós olhamos sempre sempre o outro e outras culturas de acordo com a nossa bagagem pessoal", a jornalista diz-nos que é fundamental ter um olhar crítico e acima de tudo compreensivél, nenhuma cultura é superior a outra, todas elas são ricas à sua maneira.
Vanessa Rodrigues finalzou a sua palestra de "Jornalismo de Viagem" apelando a todos os alunos que devem pôr em prática todos os seus projetos, ideias e dar asas à criatividade.
Afinal, a viagem, começa sempre num pensamento.

12 de novembro de 2012

De Barcelos para o Mundo



De 24 a 27 de Outubro, decorre nas instalações da Câmara Municipal de Barcelos, o festival internacional de cinema de turismo "Art & Tur". Durante 4 dias é possível assistir a mais de 300 filmes de turismo de 28 países, incluindo Portugal. 
Esta iniciativa, tem como objectivo premiar os melhores filmes de turismo a nível mundial, e ainda distinguir as melhores produções audiovisuais.

Este evento conta com diversas actividades a decorrer em simultâneo, nomeadamente uma exibição dos artesãos de Barcelos e uma mostra dos grupos folclóricos. O prémio atribuído a cada vencedor é o símbolo da cidade, o Galo de Barcelos.

O país convidado será o Paraguai, a organização decidiu eleger o melhor filme ibero-americano com a ‘galinha picha’i’, uma peça em barro feita por artesãos daquele país e também conhecida por «galinha da sorte».
O ART&TUR distingue produções audiovisuais cuja mensagem transmite os valores da biodiversidade, vida humana e jovens talentos, estando os respectivos prémios associados, respectivamente, aos nomes de Charles Darwin, Aristides de Sousa Mendes e Júlio Verne. 
Esta iniciativa faz parte do Comité Internacional dos Festivais de Filmes de Turismo (CIFFT), que integra 14 festivais e que, anualmente, realiza o Festival dos Festivais, em Viena. A condição para um filme poder chegar à capital austríaca é ter sido galardoado num dos festivais tutelados pelo CIFFT. 
No âmbito deste festival, tentamos saber qual o impacto na economia de Barcelos (comércio local/restauração) fazendo assim entrevistas junto dos comerciantes mais próximos do evento. Na restauração, verifica-se um aumento gradual de clientes enquanto decorre o ART&TUR, "Vê-se a cidade mais movimentada, tenho notado mais gente a frequentar o meu restaurante" afirma Firmino Conceição proprietário do restaurante "Piri-Piri".
No comércio tradicional e no artesanato o festival não está a ter impacto " vejo realmente mais gente a entrar para a Câmara, aqui na loja não notei diferença, ainda" conta-nos Francisca Guerra gerente da loja " o Galão - artesanato".Os proprietários entrevistados esperam melhoras significativas no seu negócio até ao final do festival.